de António de Almeida Santos
ISBN:9789721037625
Editor:Publicações Europa-América
Data de Lançamento:abril de 1994
Dimensões:138 x 209 x 14 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:188
Peso:295
TX-A026 -325-1.07EE
Exemplar usado em bom estado.
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PREÇO:7.00€
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Na obra Vivos ou Dinossauros?, o autor — o jurista e político português António de Almeida Santos — desenvolve um conjunto de ideias políticas, éticas e civilizacionais que vão além da simples preocupação ecológica. O livro procura refletir sobre o destino da humanidade e o papel da política na sobrevivência da civilização.
1. A humanidade perante um risco civilizacional
Almeida Santos sugere que a humanidade se encontra num momento decisivo da sua história.
Tal como os dinossauros desapareceram por não conseguirem adaptar-se às mudanças do planeta, a civilização humana poderá desaparecer se ignorar os sinais de perigo.
A metáfora central é clara:
“Vivos” - uma humanidade que aprende, se adapta e corrige os seus erros.
“Dinossauros” - uma humanidade que persiste em modelos destrutivos até à própria extinção.
2. Crítica ao modelo de desenvolvimento moderno
O autor critica alguns aspetos do modelo económico dominante:
crescimento económico sem limites ecológicos;
exploração intensiva dos recursos naturais;
consumismo e desperdício nas sociedades modernas.
Segundo ele, o progresso técnico não é suficiente para garantir o futuro se não for acompanhado por responsabilidade ética e política.
3. A responsabilidade da política
Uma das ideias centrais do livro é que a sobrevivência do planeta é também um problema político.
A política deve:
planear o desenvolvimento a longo prazo;
proteger o ambiente;
equilibrar crescimento económico e sustentabilidade.
O autor defende que os governos não podem pensar apenas em ciclos eleitorais, mas sim no futuro das próximas gerações.
4. A dimensão ética e moral
Para Almeida Santos, a crise ecológica é também uma crise moral.
Ele sublinha:
a necessidade de solidariedade entre gerações;
o dever de preservar o planeta para os que ainda não nasceram;
a responsabilidade coletiva da humanidade.
Esta ideia aproxima-se de uma ética global baseada na responsabilidade pelo futuro.
5. Mudança de mentalidades
O autor considera que as soluções não são apenas técnicas ou económicas.
É necessária uma mudança cultural profunda, que inclua:
consumo mais moderado;
respeito pela natureza;
maior consciência ambiental.
Sem essa mudança de mentalidades, as soluções políticas seriam insuficientes.
6. Um aviso à civilização contemporânea
O livro tem um tom de advertência.
Almeida Santos tenta despertar a sociedade para o perigo de uma civilização que:
acredita que o progresso é ilimitado,
ignora os limites naturais do planeta.
Assim, a pergunta do título funciona como um desafio ao leitor:
seremos capazes de agir a tempo ou repetiremos o destino das espécies extintas?
EM SÍNTESE:
A obra é um ensaio político e civilizacional que alerta para os riscos ambientais e morais da modernidade e defende uma política mais responsável, capaz de garantir a sobrevivência da humanidade.
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